UNIÃO AFRICANA DE RADIODIFUSÃO — CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
14, 15 e 16 de novembro de 2023 — Kigali, Ruanda
« As novas fronteiras dos media africanos: Inteligência Artificial »
NOTA CONCEPTUAL
1) A questão: fascínio e preocupação
Os meios audiovisuais africanos devem preparar-se para a revolução da inteligência artificial. Esta evolução, que afetará todas as áreas da vida social, terá impacto particular sobre os media e sobre a forma como oferecem informação, conhecimento e entretenimento às suas audiências.
A IA já produz imagens extremamente realistas, imita vozes humanas, gera linguagem quase perfeita, estrutura conteúdos, define sequências técnicas e artísticas, intervém na edição, cria música, sugere horários de programação, analisa audiências, recomenda parceiros publicitários e interage nas redes sociais. No futuro fará ainda mais.
Para os media surgem oportunidades e ameaças. Para além da automação e digitalização, a IA influencia a recolha e o tratamento da informação, a conceção, produção, distribuição e programação de conteúdos, a gestão das redes de rádio e televisão e o uso organizacional dos media sociais. Os media africanos serão inevitavelmente afetados por questões éticas, sociais, humanas, jurídicas, técnicas, profissionais e políticas.
2) Primeira resposta: reflexão coletiva
A União Africana de Radiodifusão é a maior organização profissional de rádio e televisão em África, reunindo mais de 80 organizações públicas e privadas. A sua missão é desenvolver a radiodifusão no continente tendo em conta as expectativas e aspirações dos africanos.
Como organização panafricana com função de vigilância e apoio aos membros, a UAR deve promover uma reflexão coletiva e aprofundada sobre a IA. É esse o objetivo da conferência internacional, prevista sob a presidência efetiva de Sua Excelência Paul Kagame, Presidente da República do Ruanda.
3) Objetivo: sensibilizar e informar
A UAR pretende reunir especialistas de alto nível de África e de outros continentes para sensibilizar os organismos audiovisuais sobre o potencial, os desafios, os impactos e as mudanças associadas à IA.
A conferência avaliará o estado atual do uso da IA, o nível de conhecimento e preparação dos membros e definirá metodologias e estratégias futuras para práticas e políticas organizacionais, nacionais e continentais.
4) Público-alvo
A conferência destina-se prioritariamente aos dirigentes dos meios audiovisuais africanos membros da UAR, mas pretende alcançar também outros responsáveis e colaboradores estratégicos, técnicos e profissionais. Em última análise, visa a população africana, uma vez que este novo paradigma pode afetar a confiança nos media.
5) Conteúdo da conferência
A conferência decorrerá em Kigali nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2023 e pretende:
- apresentar o ecossistema da IA e os seus impactos sociais;
- discutir IA nos media, incluindo desinformação, plágio, manipulação e confiança;
- ajudar decisores a identificar ameaças e oportunidades em ética, conteúdo, tecnologia, marketing, políticas editoriais e gestão;
- definir estratégias futuras para adotar IA, fidelizar audiências e explorar novos nichos.
6) Resultados esperados
Espera-se que os dirigentes estejam informados sobre os impactos da IA e preparados para maximizar benefícios e limitar riscos. Entre os resultados: maior consciência das novas dinâmicas, melhor compreensão das mudanças possíveis, consideração da IA nas produções jornalísticas e de entretenimento, maior capacidade de decisão estratégica, construção de uma estratégia concertada e fortalecimento da confiança das audiências.
7) Parceiros
Os parceiros serão organizações e instituições envolvidas na observação ou desenvolvimento da IA e comprometidas com o desenvolvimento de África e com o papel dos media. Poderão participar nas atividades, beneficiar da visibilidade do evento, realizar demonstrações, exposições e ações de comunicação.
Conclusão
A UAR pretende promover um debate estruturado sobre uma tecnologia capaz de remodelar a civilização contemporânea. Introduzir este debate nos media africanos permitirá levar a questão da IA mais amplamente ao espaço público do continente.



